PING PONG Interview – com Lavínia Rocha

Oi amores, tudo bom? Hoje eu voltei com a categoria de entrevistas aqui no Blog. E diria que com grande estilo! Conversei um pouco com a fofa da autora Lavínia Rocha, que publicou ‘De Olhos Fechados’ (clique aqui para ver a resenha) pela Editora D’Plácido. Vamos conferir?

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SLB – Antes de tudo, quero agradecer por esta entrevista para o Blog. Seja muito bem-vinda.

Lavínia – Eu que agradeço! Vai ser uma delícia dividir um pouquinho de mim com o Blog!

SLB – Quem é a Lavínia Rocha? Como você se resumiria?

L – É daquelas pessoas tão atrapalhadas que se embola até para falar de si mesma (rs). De qualquer maneira, não custa tentar! Bem, acho que a minha principal característica é a comunicação. Às vezes isso me complica, porque é quase impossível me fazer parar de falar, mas também é positivo já que me torna uma pessoa sempre cercada de gente bacana. O fato é que adoro me relacionar com as pessoas. Também costumam dizer que eu “acho graça de tudo” e “vivo rindo”, e talvez isso esteja na lista das minhas características mais marcantes. Juntando isso à indecisão, à ansiedade e a uma certa tendência à preguiça, acho que é um resumo bem fiel de quem sou eu.

SLB – Você é bem novinha. O que te motivou a ser escritora neste momento?

L – Escrever sempre foi uma paixão para mim! E isso eu devo aos meus pais, que me apresentaram ao mundo da literatura bem cedo, à bibliotecária da minha antiga escola, que sempre se dedicou muito para nos manter leitores assíduos, às minhas professoras de Português, que passavam redações semanais com os melhores temas e a mais um tanto de gente que me motivou. Por causa de uma criação assim, encontrei na escrita ótimos momentos de lazer e, quando dei por mim, tinha escrito um livro (rs).

SLB – Ser escritora no Brasil não é nem um pouco fácil. Como você lida com as dificuldades que surgem? Já passou por algo desagradável?

L – Não, não é mesmo! Meu primeiro livro foi autopublicação, mas decidi procurar uma editora que bancasse o segundo e gastei bastante tempo com isso. Talvez a situação mais desagradável tenha sido quando me senti completamente desmotivada e acabei desistindo dos livros. Ainda bem que não durou muito tempo e eu pude ver meu segundo romance lançado!

SLB – De Olhos fechados (que já foi resenhado aqui no Blog!), foi o seu segundo romance correto? De onde veio a inspiração para escrevê-lo?

L – Isso mesmo. Bem, tudo começou quando li um livro que se passava em Belo Horizonte e achei o máximo poder reconhecer os lugares citados. Fiquei com vontade de explorar ainda mais minha cidade e me voltei para a história de sua fundação, curiosidades dos pontos turísticos. E aí fui desenvolvendo o mistério em cima disso. Como sou romântica de carteirinha, não pude deixar de mexer com o coraçãozinho da Cecília.

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SLB – A personagem principal, Cecília, é cega. Você fez um estudo especial para saber como deveriam ser os sentidos dela?

L – Quando decidi criar uma personagem cega, percebi que não seria uma tarefa simples. Além de nunca ter tentado algo assim, nunca havia ouvido falar de qualquer livro com personagens principais cegas. Comecei a buscar na literatura, na vida real, em blogs, sites, filmes e curtas, algumas histórias e depoimentos. Lembro-me de passar dias pesquisando para ser o mais verossímil. No entanto, faz parte do romance algumas características, diferentes das de outros cegos, que a Ceci possui e que vieram da minha cabeça mesmo (sem detalhes para não acabar dando spoiler, rs)

SLB – Se você pudesse mudar agora o final de algum livro que você leu, ou até mesmo de um dos seus livros, o que você escreveria?

L – Gostaria de mudar o final de “A Culpa é das Estrelas”. Quando terminei de ler (aos prantos, claro), decidi que esse era o pior e o melhor livro que já havia lido. Melhor por ter me feito refletir sobre a minha vida em vários aspectos e pior por ter tocado em uma ferida profunda. Na verdade, acho que meu desejo de mudar o livro seja fruto da boba e inocente Lavínia que pensa ser possível mudar a realidade e acabar com o sofrimento.

SLB – Qual o seu autor ou autora predileta? Internacional e nacional.

L – Tenho problemas com perguntas como essa (rs). Acho difícil escolher um ou dois (três, quatro, cinco…). Minha paixão infantil é Ruth Rocha, Ana Maria Machado, Alaíde Lisboa de Oliveira e o eterno Rubem Alves. No início da adolescência, caí nas garras do incrível Pedro Bandeira, do humor da Thalita Rebouças, das delícias da Meg Cabot, do jeito da Ally Carter de contar histórias, da categoria de Sérgio Klein em misturar o mundo real com o irreal e das fofuras da Paula Pimenta. Mais recentemente, me encantei com a Kiera Cass (não só por causa da coleção, mas porque me divirto muito com o seu canal no Youtube e suas entrevistas), com as crônicas de Veríssimo e os romances de José de Alencar.

SLB –  O que você planeja para um futuro próximo? Algum sonho ou objetivo especifico?

L – Quero entrar na faculdade (se Deus quiser no ano que vem!), fazer um intercâmbio antes de me formar e publicar o máximo de livros!

SBL – Tem planos para um novo romance? Conta um pouco mais.

L – Tenho alguns “guardados na gaveta”, mas atualmente estou trabalhando na reescrita de “A Princesa dos Dois Mundos” que escrevi aos 14 anos, logo depois de “Um Amor em Barcelona”, meu primeiro livro. O romance é sobre Aliza (ou simplesmente Liza), uma garota que estuda em um Colégio do mundo meio-mágico, e, diferentemente de seus colegas, não recebe seu dom ao entrar no Ensino Médio. Quando Liza encontra em um livro uma história parecida com a sua, decide com seus amigos seguir os passos das personagens principais para descobrir quem realmente é e, nessa aventura, depara-se com os novos sentimentos que surgem por seu melhor amigo.

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SLB – Gostaria de deixar uma mensagem para os leitores do Sweet Little Books?

L – Que continuem acompanhando o blog da fofa da Anna e que leiam, leiam, leiam muito! Porque não tem maneira melhor de dar uma escapadinha da realidade ou como dizem “viajar sem sair do lugar”.

Rapidinhas (a escolha):

Um filme: “Histórias Cruzadas” – Tate Taylor

Uma música: “Vitoriosa” – Ivan Lins

Uma pessoa: Mamãe e Papai (não dá pra escolher uma só)

Um amor: Meu namorado.

Um defeito: Impaciência.

Uma qualidade: Alegria.

Um lugar: A casa de Deus.

Uma frase: “Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho” – Gandhi.

Espero muito que vocês tenham gostado! Os links da autora e de seus livros são: Fanpage / Skoob Compra

XOXO

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2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Lourdes Santos
    out 21, 2014 @ 22:22:18

    ADOREI A ENTREVISTA LAVÍ.VC VAI LONGE.

    Responder

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